Especial: Recife Rock Mangue I - #submundodosom

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terça-feira, 7 de julho de 2015

Especial: Recife Rock Mangue I

Extraido do Livro: Maguebit - A Revolução da Lama de Jeff Ferreira


O primeiro Cd traz uma vinheta de Cinval intitulada Mandeiro, como vozes de crianças ecoando aos risos a frase ‘Recife Rock Mangue’ e em uma embolada menos acelerada a poesia carrega o mangue. A segunda faixa é a Embolador de Inhame Jam, a referida música é um coco com embolada com rifs de guitarras e uma pegada de rock.

Já a canção Berimbal Beat, terceira da coletânea do grupo General Frank, começa com um solo de berimbau e logo a embolada vai alternando com o “bom e velho” rock, na qual a letra lembra muito uma roda de capoeira, um pouco mais punk. Baião D3 participa do disco com a música É Tudo Semelhança, com uma mescla de ritmos nordestinos, como triangulo, ganzá e MPB numa fala rápida como o rap. A festa se faz pressente na faixa “Forró”, de Zé Dantas, do grupo Chão e Chinelo. Nesta última, um pouco diferente dos companheiros de manguebit, não ocorrem variações na música, pois do começo ao fim tem-se o som incrível da rabeca e sanfona.
Inhame Jam volta com Macaiba Groove é o rock mesclado novamente aos ritmos rurais como a embolada. Outro grupo musical que retorna em nova faixa é o General Frank, com a sétima música do CD homônima à banda, com rock misturado ao rap, embolada, e capoeira, numa mistura animada de humor e protesto. Zé Lamúrio participa com a faixa O Relógio, com uma pegada de estilo reggae, falando de carnaval com um berimbau, dando um toque especial ao fundo.

Igreja Fascista, da banda “Ataque Suicida”, é o Punk Rock com uivos de Heavy Metal e Trash Metal, num vocal com influências de Devotos do Ódio, mostrando a cena mangue no Alto José do Pinho. A pegada segue na faixa seguinte, Negligência Social, da mesma banda. A faixa 11 é de Dolores Del Fuego, no rock 2 Dias, alternado entre um hard core eletrizante e falas de rap. A Tribo Suburbana traz uma mescla de ragga e rap na música Eutanásia, numa letra de protesto com muito rock, trazendo as raízes do mangue.

O grupo Os Cachorros traz a faixa “Puta que Pariu”, uma forma de rap acompanhado de uma guitarra rock and roll, e refrão altamente punk: “Vai se fuder Brasil”. The Playboys traz um estilo surf, algo mais anos 1980 com a música “Gertudres”. Amps e Lina trazem um rock feminino, com uma letra mais suave de Como o Vento. Já o grupo Wertener acelera as cordas em Morte Provisória, mandando um recado para a diversão não levada a sério. Fechando a coletânea, há duas faixas do Digital Groove, na verdade a mesma música Vôth, um dub com tambores de Maracatu, em versões mono e estéreo.

Faixas do CD Recife Rock Mangue I
1 – Mandeiro – Cinval
2 -  Embolador – Inhame Jam
3 – Berimbau Beat – General Frank
4 – É Tudo Semelhança – Baião D3
5 - Forró de Zé Dantas – Chão e Chinelo
6 – Macaíba Groove – Inhame Jam
7 – General Frank – General Frank
8 – O Relógio – Zé Lamúria
9 – Igreja Fascista – Ataque Suicida
10 – Negligencia Social – Ataque Suicida
11 – 2 Dias – Dolores Del Fuego
12 – Eutanásia – Tribo Suburbana
13 – Puta que Pariu – Os Cachorros
14 – Gertrudes – The Playboys
15 – Como o Vento – Amps e Lina
16 – Morte Provisóia - Wertner
17 – Voth (Versão Mono) – Digital Groove
18 – Voth (Versão Estereo) – Digital Groove

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