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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

CBJR sem Chorão é purê de batatas, sem batatas!


Todo fã sente aquela alegria ao saber que sua banda preferida está de volta, nos últimos anos vimos vários grupos voltando aos palcos e lançando novos álbuns, movimentando ainda mais a cena musical. Mas uma volta, anunciada de surpresa recentemente, não trouxe essa alegria e sim decepção para quase toda parcela de fãs, o retorno do Charlie Brown Jr.

Chorão batia no peito e dizia que o Charlie Brown não era seu trabalho era sua vida, e realmente era, o marginal alado não era apenas vocal, o frontman, era (e ainda é) o espirito da banda, não parece uma noticia séria anunciar o retorno da banda sem seu bem mais precioso. A formação que integra esse retorno também é complicada, apenas Marcão está presente, o baterista Bruno Graveto sequer foi convidado para essa volta, e o primeiro baterista, Renato Pelado, há anos se dedica a outro estilo de vida focado em sua espiritualidade e longe da banda, assim quem assume o posto é Pinguim Ruas, da banda Bula Rock, onde também está o Marcão, o baterista é um excelente músico, mas teve passagem conturbada pelo Charlie Brown Jr, processando Chorão por ação trabalhista em 2009, processo que até rola, exigindo uma indenização de R$ 500.000,00.

Outro que retorna a banda é Heitor Gomes, que substituirá o saudoso Champignon, o baixista saiu da banda em 2012 para que Champs voltasse, após isso correu junto com o Pavilhão 9, mas não se firmou na banda. Thiago Castanho, membro fundador do CBJR, que saiu em 2000, e retornou quando os amigos deixaram a banda em 2005, também não está nesse retorno, o perfil da banda emitiu nota dizendo que Thiago está doente e por isso não participaria, nota que o guitarrista desmentiu, afirmando não se sentir a vontade para tal.

A pergunta que não quer calar é, sem Chorão, quem será o vocal? Aqui a coisa fica mais bizarra ainda, Digão, Dinho Ouro Preto e Di Ferreiro são alguns dos vocalistas que se revezaram no vocal do Charlie Brown Jr... Nada contra os nomes citados (a não ser o reaça do Digão!), se fosse apenas um tributo, seria um evento da hora de se ver, mas o que foi anunciado é o retorno da banda com esse time.

Charlie Brown Jr sem o Chorão não existe, Marcão sabe disso. Em 2013, após a morte do cantor, os remanescentes da banda se organizaram e seguiram sua trajetória juntos, mas com outro projeto: A Banca. Champignon, Thiago, Graveto e Marcão, aliados a Lena Papini, montaram a nova banda, que a principio prestaria tributo ao seu mentor, e na sequencia iriam compor novas músicas, reforçando se tratar de um novo projeto, e não uma volta do Charlie Brown Jr.


 Banda A Banca

A Banca foi interrompida pela morte de Champignon, e com isso os membros se dissiparam: Graveto se juntou á banda Strike, Marcão e Lena Papini chamaram o Pinguim Ruas e montaram a banda Bula Rock, e Thiago Castanho formou a banda O Legado, junto com o ex-NX Zero Yuri Nishida, além de tocar junto com o Capital Inicial em diversas oportunidades, como o Rock in Rio e o Acústico em Nova Iorque.

Chorão é um cara muito querido por toda uma legião de fãs, tributos e homenagens a ele sempre serão bem vindos, a memória de Alexandre Magno Abraão e do Charlie Brown Jr, deve ser sempre lembrada da melhor maneira possível, e essa não é. Pouco se sabe sobre o que motiva esse “retorno”, mas sabe-se que o filho de Chorão está envolvido, ele também foi pivô de muita polêmica envolvendo questões financeiras e sua avó, Nilda Abraão, a mãe de Alexandre, quem acusa o neto de maus tratos.

O retorno da banda está marcado para o dia 25/01/2019, aniversário da cidade de São Paulo, no Vale do Anhangabaú, com entrada franca. Até aqui entendemos que o evento, mesmo não levando esse nome, trata-se de um tributo ao grupo, e sendo assim, desejamos sucesso nessa festa. O problema está depois dessa data, quais os rumos que o projeto irá tomar? Qual a intenção? Qual a legitimidade? Difícil responder essas perguntas hoje, mas fica a reflexão: Chorão iria gostar de ver seu sonho continuar? Sim, obviamente que sim, mas não dessa forma, talvez o poeta ficasse feliz em ver o legado que seu carisma e sua banda proporcionaram e não algo que se aproveite do que ele plantou. Vale lembrar que dos envolvidos apenas Marcão era mais próximo, os outros músicos foram parceiros em breves momentos na caminhada, e talvez isso responda sobre a legitimidade.

Charlie Brown sem Chorão não existe, é purê de batatas, sem batatas! Aos envolvidos, em nome dos fãs de longa data, pedimos respeito ao legado da banda e memória de Chorão, que tantas vezes era chamado de “Charlie Brown Jr”.

Chorão, o Charlie Brown Jr

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