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10 Discos com 10 Anos em 2019


Dez anos se passaram do longínquo ano de 2009, o último da primeira década do século XXI. Foi nesse ano que passou a ser proibido acender um cigarro dentro estabelecimentos fechados como bares e restaurantes e Collor voltaria a assumir um posto de destaque na politica brasileira, depois de ser 'impitimado' em 1992. Foi em 2009 que a música brasileira iniciou uma reformulação, tanto em produção como no consumo de álbuns, o download em mp3 era uma das opções do publico, e até de gravadoras e artistas que apostavam no mercado virtual com diversas tentativas de monetizar os trabalhos lançados. Não sabíamos, mas nos anos seguintes os streaming, com pioneirismo do YouTube, marcariam a volta do wave, assim como nos Cds, trazendo um novo meio de ouvir música.

2009 não foi um ano de mercado aquecido no quesito de lançamentos, o ano anterior e o posterior, em termos de quantidade, foram melhores. 2009 marcava a transição de uma desada que estava aprendendo a lidar com a internet e trabalhar o mercado musical com essa nova ferramenta, já que foi somente em meados dos anos 00 que a internet foi se popularizar no Brasil, sendo realidade para grande massa somente na virada para os próximos 10 anos, mesmo assim o ano de 2009 apresentou grandes trabalhos, e o Submundo do Som lembra de algumas obras lançadas dez anos atrás:

Camisa 10 Joga Bola até na Chuva:

Capa do álbum Camisa 10 Joga Bola até na Chuva

O Charle Brown Jr lançou seu décimo álbum, com o sugestivo título Camisa 10 Joga Bola até na Chuva, lançado pela Sony Music, e que rendeu clássicos da banda como "Me Encontra" e "Só Os Loucos Sabem", além da sinistra "Puro Sangue" sobre a perda de amigos na caminhada e a música "O Dom, a Inteligência e a Voz", música que Chorão compôs para Cássia Eller gravar,mas que infelizmente não deu tempo, e nesse álbum vencedor do Grammy Latino de 2010, a banda resgata o som.

Pra Quem Já Mordeu um Cachorro por Comida, até que eu Cheguei Longe:

Capa da mixtape Pra quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que eu Cheguei Longe...

Emicida virou a chave do rap nacional e trouxe uma nova proposta com a mixtape Pra Quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que eu Cheguei Longe..., considerado por muitos como um dos melhores e mais influentes álbuns da cena. Com esse trabalho, puxado pelo sucesso de "Triunfo", que já havia ganhado as ruas antes, o rapper injeta um novo oxigênio no Hip Hop, e traz consigo uma nova geração que dominou a década seguindo, conduzindo seus próprios negócios e criando empresas de sucesso, oriunda das quebradas do país.

Contra Todos:

Capa do disco Contra Todos

A banda capixaba Dead Fish lançou seu sétimo disco de estúdio, o Contra Todos, que foi o último álbum dos caras com o baterista Nó, que tava no projeto praticamente desde o começo. Nesse trabalho o grupo ressalta a essência do hardcore melódico que os consagrou, com músicas mais letas e introspectivas. Lançado pela Deckdisc o álbum tem quatorze faixas e clássicos como "Não", "Venceremos", "Armadilhas Verbais" e "Subprodutos", além da faixa titulo.

Crônicas da Cidade Cinza:

Capa do álbum Crônicas da Cidade Cinza

Outra obra prima do nosso rap é Crônicas da Cidade Cinza do mestre Rodrigo Ogi, e como o nome sugere é um álbum que retrata a cidade de São Paulo de forma intima e apaixonada ao longo das 19 faixas que o compõem, com produções de Nave, Dario Beats, DJ Caíque e Stereodubs, só para citar alguns, o disco é repleto de clássicos do underground do começo ao fim, como "A Vaga", "Corrida dos Ratos", "Os Tempos Mudam" e "Eu Me Perdi Na Madrugada" e vários outros. Além disso a arte da capa é assinada pelos percursores do graffiti nacional, Os Gêmeos. 

C mpl te:

Capa do disco C mpl te

De Brasilia a banda Móveis Coloniais de Acaju mesclando pop rock, art rock, indie, pós-punk, garage, ska e a regionalidade brasileira, lançaram o álbum C mpl te, pela gravadora Trama, mais voltado para o rok e ska, rico em detalhes, arranjos, efeitos e elementos que ajudam a banda a construir uma sonoridade ímpar. O s sucessos do disco foram as músicas "O Tempo", "Falso Retrato (U-hu)" e "Sem Palavras".

De Volta ao Jogo:

Capa do álbum De Volta ao Jogo

SpeedFreakS, o rapper Speed, se recupera e em 2009 estava De Volta ao Jogo, lançado pela sua própria gravadora Speed's Hits. Esse foi seu último trabalho de inéditas, Cláudio Márcio de Souza Santos viria a falecer em 26 de março do ano seguinte, e ainda em 09 lançou um disco de remix de alguns de seus clássicos em Remixxx-Speedfreaks Featurings Vol. 1. De Volta ao Jogo tem um jeitão de mixtape, reune 22 faixas e tem participações de parceiros de Speed como Gilber T, De Leve, Tiger e da sua irmã Eliane.

Brasil Afora:

Capa do disco Brasil Afora

Os Paralamas do Sucesso lançaram seu décimo segundo álbum, intitulado Brasil Afora, lançado pela EMI e com produção do lendário Leminha e gravado na Bahia, no estúdio de Carlinhos Brown, inclusive regravando a canção "Quanto ao Tempo" do musico baiano. Nesse álbum a banda após mais na veia do rock, deixando o ska de lado, utilizando-se do hard rock e em momentos do funk e jazz.

O Sonho Dourado da Família:

Capa do EP Sonho Dourado da Família 

Sucedendo o emblemático Após Algumas Estações, os manos do Elo da Corrente lançam em 2009 o álbum O Sonho Dourado da Família, um EP de sete faixas lançado em vinil pelo selo "Somatória do Barulho" com uma faixa bônus, “Não Se Cale”. O disco é curto, com pouco menos de 20 minutos, mas trouxe faixas precisas como a título, preferida dos fãs e que remete a paz e tranquilidade.

4º Mundo:

Capa do álbum 4º Mundo

A banda Oitão, do chefe culinário Henrique Fogaça, debutava em 2009 com o álbum 4º Mundo, após um ano de sua criação, lançado de forma independente e com treze faixas de hardcore agressivo e sem massagem com um pé no metal, o álbum tem participações de grandes nomes da cena do punk rock, hardcore e metal, como do Jão, do Ratos de Porão, Marcão, do Lobotomia e Marcus D’Angelo do Claustrofobia. Destaque para o som "Chacina" e a releitura de "Garotos do Subúrbio", da banda Inocentes.

De Love:

Capa do disco De Love

Ramon Moreno de Freitas e Silva, ou De Leve, rapper carioca de Nikiti City e com passagem pelo grupo Quinto Andar, lançou o álbum De Love, com onze faixas que compõe o conceitual álbum romântico, acenando para para a mudança da industria fonográfica no país. Todas as produções foram feitas poe De Leve, exceto a música "Quer Dançar", produzida por Voltair e mixado por Bruno Marcus no estúdio Tomba.

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