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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

20 Discos que Fizeram 20 Anos em 2019


O Ano de 1999 foi um ano rico para música brasileira, em todos os aspectos, mas sobretudo no underground, onde estava o reggae, rock e rap, esse último por sua vez apresentando obras primas do Hip Hop no Brasil. O Submundo do Som tráz uma retrospectiva de 20 discos que em 2019 completaram 20 anos. Confira:

Cinco Elementos



A começar com a gauchada nervosa do Da Guedes, que lançaram seu primeiro álbum, o disco Cinco Elementos, pela gravadora Trama e o selo Matraca, com participação de Marcelo D2 na faixa "Cagueta Na Área" e um dos sucessos do grupo o som "Minha Cultura (Hip Hop)".

Lado B, Lado A


O Rappa lançava o último álbum de estúdio com o baterista e principal letrista Marcelo Yuka. Lançado pela Warner Music o disco seguiu com as fusões propostas pela banda e letras de auto teor crítico como "Minha Alma", "O Que Sobrou do Céu", "Cristo e Oxalá", "Favela" e a faixa título "Lado B, Lado A".

O Crime do Raciocínio

Do interior paulista vem um dos grupos de maior sucesso do rap nacional, de Hortolândia o Face da Morte lançava O Crime do Raciocínio, o terceiro de Mano Ed, Aliado G e DJ Viola, sucedendo outro clássico, o disco Quadrilha de Morte. E desse álbum de 1999 saíram os grandes hits "Bomba H" e "Tático Cinza".

Som de Caráter Urbano e de Salão


Um dos integrantes do Manguebit, a banda pernambucana Sheik Tosado lançaram seu único, porém estrondoso álbum Som de Caráter Urbano e de Salão, definição para o frevo, que nesse trabalho é misturado com samba, funk, punk rock, hardcore e capoeira da pesada na batida do ganzá.

Traficando Informação


O soldado do Morro MV Bill também debitava e lançou o disco Traficando Informação gravado pela Natasha Records (de Caetano Veloso) e distribuído pela Zâmbia. Dessa álbum saíram os sucessos "Marquinhos Cabeção" e "Traficando Informação".

Sonho Médio

Os capixabas do Dead Fish lançaram um dos maiores trabalhos da banda, o disco Sonho Médio, o segundo do grupo, porém o primeiro com letras em português, lançado de forma independente sob o selo de Terceiro Mundo Produções Fonográficas e acentuou a verve política do grupo, com destaque para "Modificar" e "Paz Verde".

Todos São Manos


O RZO, a Rapaziada da Zona Oeste lançava seu quarto álbum, o Todos São Manos, muitos acham que esse é o primeiro, mas ele sucede o Vida Brazileira de 1993, o single duplo (que saiu em LP em 1996) "O Trem/Pirituba" e a coletânea de 1997, intitulada RZO (ainda teve a coletana RZO - História do Rap Nacional, lançada pela Rhythm e Blues, também em 97). O Todos São Manos foi lançado pela Cosa Nostra dos Racionais e reunia o que havia de melhor do grupo e novas composições, os sucessos foram " O Trem" e "Pirituba".

Gaiola

Outro representante do punk rock capixaba que lançou disco em 99 foi os manos do Mukeka di Rato com o álbum Gaiola, lançado pela Läjä Records, com 16 faixas e pouco mais de 22 min, e trouxe os hits "Mickey", "Só Capeta Cuspindo Fogo", Heróis da Nação Falida" e "Praia da Bosta". Gaiola truxe uma escola para o hardcore/punk inspirando bandas a fazer músicas rápidas.

Rap das Quebradas

O grupo de São Matheus, De menos Crime, lançou o clássico Rap das Quebradas, um olhar para as periferias e que faz jus ao titulo, assim como a música que leva o nome do álbum e tem participação dos grupos irmãos Homens Crânio e Consciência Humana. Lançado pela RDS o álbum tem 12 faixas e remix de "Foram Mortos" e "Somos DMC", originalmente lançadas no disco Na Sua Mais Perfeita Ignorância, de 1995.

Vô Imbolá

Vó Imbola é outra obra que já faz 20 carnavais, saiu pelo selo MZA, o segundo disco de do Zeca Baleiro trouxe uma fusão de ritmos, e participações como Zeca Pagodinho na faixa "Samba do approach", Zé Ramalho em "Bienal" e Faces do Subúrbio em "Pircing", um dos maiores sucessos do álbum ao lado de "Pagode Russo" e "Lenha". 

Coletâneas Espaço Rap vol. 2 e Recife Rock Mangue II



Em 1999 duas coletâneas agitaram a cena, uma em São Paulo e outra no Pernambuco. O Programa Espaço Rap estava em alta na rádio 105 FM e lançou o volume 2 de sua coletânea, com nomes como Conexão do Morro, Xis, Thaide & DJ Hum e Visão de Rua, possui 11 faixas e os maiores nomes do rap daquele momento, o álbum foi lançado pela Sky Blue Music. A outra coletânea também é um volume 2, essa do projeto Recife Rock Mangue, que apesar do nome reunia rap, reggae, MPB e ragga, somou nesse projeto grupos como Via Sat, Serpente Negra, Cinval Coco Groove, Eletrosoul e Cavalo do Cão.

O Apocalipse

Ndee Naldinho lança O Apocalipse, pela TNT Records, num misto de gospel com gangsta rap e algumas loves songs. Com 12 faixas, a música "Essa é a Lei (Tributo a um 157)", foi o grande estouro do álbum, sendo exaustivamente executada na programação do Espaço Rap, integrando o volume 5 da coletânea do programa.

É Tudo 1 Real



Pedro Luís e a Parede, banda formada no Rio de Janeiro em 1996, apostando nas misturas de funk, rap, rock e samba, lançou o álbum É Tudo 1 Real, o segundo do grupo. Com participações dos Paralamas do Sucesso, Carlos Malta e Marcos Suzano e produção de Liminha e letras inspiradas na linguagem das ruas das quais se destacaram "Rap do Real" e "Cidade em Movimento".

Versos Sangrentos



O grupo Facção Central também teve lançamento em 99, com o disco Versos Sangrentos, com com instrumentais densos e temática característica do Facção, retratando a violência, corrupção, fome, violência policial e as falácias do governo. A música "Isso Aqui É Uma Guerra" ganhou vídeo clipe que foi exibido na MTV, mas foi acusado de apologia ao crime e foi censurado, fazendo com que o disco também sofresse censura e fosse retirado de algumas lojas.

Na Pressão

Lenine veio Na Pressão, esse é o nome do seu quarto álbum lançado pela Sony BMG, e traz a fusão do rock com o coco e o baião, como em "Jack Soul Brasileiro", música feita em tributo ao musico Jackson do Pandeiro, além dessa faixa, se destacaram "A Rede", "Tupi Tupy" e "Rua da Paisagem (Transito)", em composição com parceria de Arnaldo Antunes. 

Você Precisa Esquecer o Passado


O Potencial 3 trouxe uma nova visão para o rap nacional e nos entregou um dos melhores discos, Você Precisa Esquecer o Passado, com nove faixas e com isso vieram os hits "Cabeça Torta" e "Carrapato" o grande clássico "Mano de Fé", com uma levada envolvente e trazendo o conceito de banca para dentro da faixa.  

Povo Brasileiro


Povo Brasileiro é o segundo trabalho dos brasílienses do Natiruts, o primeiro com esse nome, já que no anterior a banda assinava como Nativus, e dessa obra saíram os sucessos "O Carcará e a Rosa", "Meu Reggae é Roots" e "Eu e Ela". O álbum abria comercialmente as portas para o grupo e para toda uma geração do reggae do DF que pegou carona no hype desse disco. 

As Aparências Enganam



O trio Jigaboo formado por dois pretos e um branco, os mineiros DJ Deco e PMC e o carioca Suave, assinaram com a EMI e lançaram um puta disco, As Aparências Enganam, e em meio a descaso politico, critica social e violência policial, o grupo falava de racismo, brincando com o fato de Suave ser branco, loiro e de olho azul, mas sem essa de "racismo reverso". Se destacaram dessa obra as músicas "Corre Corre" e "Realiade", além de "Vai Pirar", com participação do Chorão.

Preço Curto, Prazo Longo


Fechando temos um dos maiores discos da história da música brasileira, Preço Curto, Prazo Longo, dos caras do Charlie Brown Jr, álbum com 25 faixas que trouxe uma sala músical, com rap e a participação do Jigaboo, De Menos Crime, Homens Crânio e Consciência Humana, teve hardcore com os Raimundos, teve ska, de hard rock e punk rock. Lançado pela EMI, o segundo disco teve hits clássicos como "Te Levar", "União", "Não Deixa o Mar Te Engolir" e "Confisco".

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