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Relembre 10 Coletâneas Importantes do Rap Nacional


Com o avanço das tecnologias de streaming e a informação na palma da mão, as coletâneas se tornaram escassas no cenário atual do rap. No entanto, as compilações desempenharam um papel importante para o desenvolvimento do Hip Hop no país, pois através desses álbuns grandes artistas foram apresentados e tiveram a oportunidade de gravar e houve a aproximação de público e artistas, que de certa forma se conheceram em determinada coletânea.



Nós primórdios da cultura no Brasil, quando o break era o principal elemento, a primeira coletânea do gênero do país, o lendário Hip Hop Cultura de Rua, lançado pela Eldorado em 1988 (e quem em 2018 virou livro, lançado aqui pelo Submundo do Som), pois fim a brigas de gangs que frequentam a Estação São Bento do metrô de São Paulo, fazendo as crews trabalharem em conjunto, e desse álbum surgiu: O Credo, Código 13, MC Jack & DJ Ninja e a dupla Thaide & DJ Hum, esses responsáveis por grandes clássicos do rap nacional.

01. Thaide & DJ Hum - Corpo Fechado
02. Codigo 13 - Código 13
03. MC Jack - Centro Da Cidade
04. O Credo - O Credo
05. O Credo - Deus Da Visão Cega
06. Thaide & DJ Hum - Homens Da Lei
07. Codigo 13 - Gritos Do Silêncio
08. MC Jack -  Calafrio (Melô Do Terror)



No mesmo ano, uma semana depois, é lançada a coletânea O Som das Ruas, pela equipe de som da Kaskata's e com auxílio da Chic Show. Nesse álbum mais dançante e humorado se destaca uma faixa mais densa e com forte crítica social, o "Rap da Abolição", cantando pelos Metralhas, dupla formada pelos irmãos Lino Crizz e DJ Dri. Além de outros nomes que agitavam os bailes dos anos 80, como DJ Cuca, Mister, De Repent e Dee Mau e trouxe ainda o grupo Sampa Crew, famoso pelo Hip Hop romântico e o primeiro registro de Ndee Naldinho, que assinava como Ndee Rap as faixas "Rap de Arromba" e "Melô da Lagartixa".

01. Os Metralhas - Rap Da Abolição
02. Catito - Sem Querer
03. Ndee Rap - Melô Da Lagartixa
04. Mister - Melô Da Chic
15. De Repent - Rap Love
06. Ndee Rap - Rap De Arromba
07. Sampa Crew - Foi Bom
08. De Repent - Pega Ladrão
09. Dj Cuca - Check My Mix (Check My Machine)
10. Dee Mau - Rap No Francês


Ainda na década de 80, porém agora em 1989, a equipe de som Zimbabwe também lança sua coletânea, o Consciência Black, que na ocasião passou a ser o volume 1, já que nos anos seguintes novas produções do título foram lançadas. Nesse disco, o objetivo foi apresentar novos nomes, dar voz aqueles que estavam começando, assim Street Dance, Criminnal Master, Frank Frank e Grande Master Rap Junior mostraram sua arte, projeto ainda contou com Gregory, que posteriormente integrou o grupo campineiro Total Drama, e na época da gravação tinha apenas 12, a rapper Sharyline, uma das primeiras mulheres a gravar rap no Brasil, e o icônico grupo Racionais Mc's, com duas músicas: "Pânico na Zona Sul" e "Tempos Difíceis", essa última assinada por Edi Rock.

01. Street Dance - Absoluto
02. Sharylaine - Nossos Dias
03. Criminal Master - Pobreza
04. Frank Frank - Loucos E Loucas
05. Racionais MC's - Pânico Na Zona Sul
06. Grand Master Rap Junior - Minha Musa
07. MC Gregory - Changeman Neguinha
08. Equipe Zâmbia - Black Beat (Melô Da Massa)
09. Edi Rock e KL Jay - Tempos Difíceis


Em 1996 a cena ganga a coletânea Poetas de Rua volume 1, lançada pela Zambia Records com produção fonográfica pela M.A. Records, e a seleção do repertório foi feita pelo Giba (produtor do álbum Vida Brazileira do RZO) e pelo DJ Loo, e nesse projeto estavam Racionais MC’s, Comando DMC, Doctor’s MC’s, Produto da Rua, Sistema Negro, Potencial 3, Contagius Rap, R.P.W., DMN, PMC, Face Negra e o RZO com a pouco conhecida música “eixe Que Falem”.

01. Racionais MC's - Beco Sem Saída
02. Comando DMS - Dama Da Noite
03. Doctor MC's - Melô
04. Produto de Rua - Uma Peca
05. Sistema Negro - Bem Vindos Ao Inferno
06. Potencial 3 - Auto Condenacao
07. Contagius Rap - Oh Deus
08. RPW - Sobrevivencia
09. DMN - Mova Se Prisão Sem Muro
10. PMC - Radical Sim
11. RZO - Deixe Que Falem
12. Face Negra - Nos Somos Negros
13. Racionais MC's - Tempos Difíceis



Quando se fala de coletânea de Hip Hop no Brasil uma coleção vem quase que como um sinônimo para o assunto, os discos do Espaço Rap,  reunindo os grandes sucessos da época em álbuns que foram até o volume 11, lançados entre 1998 e 2006, além de 4 especiais. O objetivo do programa da 105 FM não era de revelar artistas, mas sim celebrar as grandes obras lançadas, porém o público de determinado artista, que participava da coletânea, acabava descobrindo e se identificando com outros que ouvia no álbum. As coletâneas do Espaço Rap são uma fotografia da fase do rap nacional do final dos anos 90 e início dos anos 2000, o que muitos se referem como a nossa golden era.

01. Sistema Negro - Verão na VR
02. Doctor MC's - Agora a casa cai
03. Face da Morte - A vingança
04. Consciência Humana - Lei da periferia
05. Thaide & DJ Hum - Malandragem dá um tempo
06. RZO - Pirituba (versão charme)
07. GOG - Periferia segue sangrando
08. Racionais MC's - Homem na estrada
09. Guind'art 121 - Frisurados 
10. Guind'art 121 - Emanoel
11. Código Fatal - É o respeito que prevalece



Em 1999 a gravadora M.A. Records, junto com o selo Porte Illegal, também organiza uma coletânea, Na Mira Da Sociedade tinha como conceito a periferia e reuniu músicas que apontava para esse tema, assim os artistas em destaque na epoca preencheram um dos álbuns mais contundentes e populares do rap nacional. GOG, Visão de Rua, RZO, Unidade 1, Cambio Negro, Consciência Humana e Filosofia de Rua mostram a realidade do Brasil ao longo das dez faixas que compõe o álbum:

01. GOG - Momento seguinte
02. Visão de Rua - Periferia é o alvo
03. RZO - O Trem
04. Unidade 1 - Assim estava escrito
05. Câmbio Negro - Meu irmão
06. Consciência Humana - Lei da Periferia
07. Filosofia de Rua - Histórias do coração
08. RZO - Pirituba
09. Unidade 1 - Imagem
10. Visão de Rua - Irmã de Cela



O programa Movimento de Rua, comandado pelo saudoso Natanael Valêncio, na rádio Imprensa FM, também organizou uma coletânea, em 1999, levando o nome do atrativo, lançado pela Zambia Fonográfica. Natanael foi responsável pela organização do álbum que mescla rap, charme e funk, e trazia de Mr Catra a Racionais, de MV Bill a Mad Kutz, de Posse Mente Zulu a Lie Keke, passando por Visão de Rua, Doctor Mc’s, RZO e Thaide & DJ Hum, além de conter o primeiro registro fonográfico do grupo SP Funk, com a música "O Retorno":

01. Possementezulu - Violência Nunca Mais
02. SP Funk - O Retorno
03. Ponto Negro - Ponto da Periferia
04. 
Pseudonimos Mc s - Cola na Grade
05. Visão de Rua - Periferia é o Alvo
06. RZO - O Trem
07. MV Bill - A Verdade Que Liberta
08. 
Mr Catra - Eva (Remix DJ Fumaça)
09. Doctor s Mc s - Quebra-Cabeça
10. Grupo Kaya - Jah! Rastafari
11. Mad Zoo - Very Special (Versão Charme)
12. Mad Kutz - Shake Dat
13. Lie Keke - Solithisid
14. Racionais MC's - Pânico na Zona Sul (Remix
15. Thaide & DJ Hum - Maquina de Vacilar



Em 2000 é lançada a coletânea Brazil 1: Escadinha Fazendo Justiça com as Próprias Mãos, pela Zâmbia Records, levando o nome de José Carlos dos Reis Encina, o ex-traficante carioca Escadinha, fundador da Falange Vermelha, mais tarde rebatizada de Comando Vermelho, ao largar o crime passou a compor rap e nessa coletânea assina a letra de dez faixas. Em 2004, ao sair do complexo de Bangu para ir trabalhar teve seu carro metralhado e foi assassinado: 

01. Escadinha - Introdução 
02. Câmbio Negro - Encarcerado
03. MV Bill - Escolha É Sua
04. Xis - Fuga
05. GOG - Um Simples José
06. Racionais MC's - Homem na Estrada 
07. Dina Di - Filho
08. Linha de Frente - Barril de Pólvora
09. Consciência Humana - Pai 
10. Guerrilha Humana - Comando da Paz
11. Você conhece as Regras - You Know the Rules (A-Man)
12. Thaíde & DJ Hum - Escada



Outra coletânea famosa da 105 FM foi a programa Balanço Rap, lançada em 2001, e reunindo os grandes nomes da época: Racionais, RZO, GOOG, MV Bill, Xis, Face da Morte, Da Guedes, Tribunal Popular, Pavilhão 9, Jigaboo, MRN, Thaide & DJ Hum e Rap Sensation. O Balanço Rap é apresentado por Ice Blue e DJ KL Jay, dos Racionais MC's e pelo locutor Fábio Rogério e o DJ Will, além das participações  de Luis Roberto e do DJ King, e diferente de seu irmão Espaço Rap, o programa não é um atrativo diario e sim semanal, vinculado aos domingos, outro fato que difere é que enquanto o primeiro tem foco no rap nacional e internacional, o Balanço Rap é um programa de blacl music indo do funk, soul, charme ao samba rock, trazendo co mo plano de fundo o Hip Hop.  

01. Racionais - Qual mentira vou acreditar
02. RZO - Todos são manos
03. GOG - Vida
04. MV Bill - A noite
05. Xis - Bem pior
06. Face da Morte - televisão
07. Da Guedes - Hip Hop minha cultura
08. Tribunal Popular - Legitima defesa
09. Pavilhão 9 - Apaga o baseado
10. Jigaboo - Corre corre
11. MRN - Noite de insônia
12. Thaide & DJ Hum - Desabafo de um homem pobre
13. Rap Sensation - Lado Certo


Em 2001, Marcelo D2, que já tinha uma carreira consolidada com o Planet Hemp e com um disco solo de sucesso, aproveitou-se de seu destaque para dar holofotes a artistas do underground carioca, lançando a coletânea Marcelo D2 apresenta: Hip Hop Rio, com seleção feita pelo rapper, que ainda está em duas faixas, uma vinheta e na música "A Maldição do Samba", os parceiros de Planet, BNegão, Black Alien e Speed, também estão presentes:

01. Marcelo D2 - R$ 10 com filipeta R$ 8
02. Mahal - MC's Emergentes
03. 3 Preto - Estaca Zero
04. Black Alien & Speed - Rude Boy Style
05. Inumanos - Lenda Viva
06. Negaativa - Pula na Muvuca
07. BNegão - Prioridade
08. Nucleo Sucata Sound - Positive Sound
09. DJ Negralha - Aperte o Play e Aumente o P.A.
10. Artigo 331 - Zona Norte
11. Marcelo D2 - A Maldição do Samba
12. Esquadrão Zona Norte - Terror na Conduta "Guerra 2"
13. Hip Hop Rio All Stars - A Última do Disco

Bônus:

O Submundo do Som e o Noticiário Periférico lançaram a coletânea RAPstência - Rap e Politica Não se Misturam, o subtítulo é uma ironia a encheção de saco que as páginas recebem, do tipo: "gostava mais de vocês quando não falavam de politica...", como se a música, sobretudo o rap que nasceu do descaso das autoridades, não fosse uma manifestação de denuncia e protesto contra a classe política. O Nome RAPstência (inspirado em música de MV Bill) é a junção dessa música que amamos com a resistência nesses tempos sombrios de governo fascista, O álbum tem 14 faixas com artistas que trazem em suas linhas letras ácidas fazendo dessa coletânea de rap uma obra politica.

Confira:

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