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5 Modas de Viola que Parecem RAP



A música caipira de raiz, outrora chamada de sertanejo e lembrada como moda de viola, tem algumas similaridades com o rap. Pode parecer estranho comparar o estilo musical que nasceu na Jamaica dos anos 60 e que se desenvolveu nos guetos de Nova Iorque, mais precisamente no South Bronx, com a música do campo, popular nos rádios há 30, 40 ou 50 anos atrás.

A primeira similaridade do rap com o sertanejo é o poder que ambos os estilos tiveram para derivar subgêneros, o rap foi capaz de se ramificar em boombap, trap, drill, grime, o sertanejo gerou a vertente romântica, pop, universitário, sofrência e por aí vai. Outro ponto em comum é que os dois gêneros é o descolamento atual para suas ideias lá do começo, se o sertanejo teve seus primeiros acordes falando da vida rural, as dificuldades e alegrias do homem do campo, as tristes histórias dos oprimidos e as relações como os fazendeiros de poder e coração apaixonado, o rap teve suas primeiras batidas denunciando e protestando contra as condições precárias nas periferias e subúrbios das grandes cidades. Hoje tanto o discurso do rap como do sertanejo, analisando o mainstream, têm um olhar diferente com letras festivas e de ostentação que se desvincularam da essência do campo e da periferia.

Hoje o Submundo do Som traz cinco sons de moda viola com texto que se assimila as letras de rap, não na sua construção, dialeto, levada e menos ainda o instrumental, mas pela sua essência e forma de retratar a vida de seus personagens de forma real, sem filtros. Confira:

Dia de Visita / Olhos Claros


Aqui duas músicas compostas por Moacyr Franco e gravadas e interpretadas pela dupla João Paulo e Daniel. Na primeira, "Dia de Visita", é narrada a história de um homem que se relacionava com uma mulher de olhos verdes, e um dia viu uma foto dela com um homem, tomado pelo ciúme assassinou a companheiro e agora de dentro de uma cela relembra seu passado. Já na continuação, "Olhos Claros", se passam vinte anos e o assassino continua preso, porém passa a receber visitas de um advogado que o consegue lhe tirar das grades físicas, mas o personagem confessa que segue preso ao passado. A música revela que tal advogado é filho do homem, que nesses vinte anos se preparou para lhe tirar da prisão.



Caboclo na Cidade


Composição de Dino Franco e Mouraí e sucesso na voz de Chitãozinho & Xororó, narrando a história de um sujeito feliz com a sua vida no campo, onde tinha uma vida simples, porém feliz. Um dia resolveu vender sua propriedade e ir morar na cidade, quinze anos depois dessa decisão ele traça um paralelo sobre os dois modos de vida com tom de melancolia e revelando arrependimento.



Rei do Gado


Canção de Tião Carreiro e Pardinho, composta por Teddy Vieira, sobre um peão que chega cansado em um bar de Ribeirão Preto e pede uma pinga, no ambiente havia um grupo elitista tomando champanhe, e um deles, se auto intitula "O Rei do Café", fica indignado e pede ao dono do estabelecimento que proíba a presença de pessoas humildes como o peão. A música fala sobre humildade e preconceito, cansado e sujo o peão foi julgado, mas ninguém ali sabia suas origens, e se surpreenderam quando ele se revelou "O Rei do Gado" de Andradina. 


Chico Mineiro


Música de Tônico e Tinoco, inspirado nas histórias que ouviam na infância, relatando uma tragédia que se deu inicio após um grupo sair do sertão de Goiás rumo a Ouro Fino. Cansados, chegam na cidade a qual realizava as festividades do Divino, e no meio da multidão um tiro é disparado e acerta o Chico Mineiro, além do tom de melancolia e a tristeza da perda do amigo, é revelado, ao ver seu documento, que Chico era irmão do narrador.


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