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Desbravando Discografia | Tupac Shakur

 


Tupac Shakur sem dúvidas foi um dos maiores rappers que o mundo já viu. Teve uma trajetória meteórica com menos de uma década de atividades, contando a fase do underground. No entanto, os noves anos em que esteve atuando foram o suficiente para mostrar ao planeta todo seu talento e o colocá-lo na prateleira das maiores estrelas mundiais da música.


Nascido em 1971, em East Harlem, em Nova Iorque. Aos 12 anos Pac estudou teatro na escola, se interessou por jazz, balé, poesia e artes cênicas. Aos 16 anos, ao lado de Dana "Mouse" Smith, o amigo que fazia beatbox, passou  a fazer parte da cena das batalhas de rap do colégio. Venceu boa parte delas e fez seu nome no Hip Hop colegial.


Em meados de 1988 a família de Tupac se transfere para Califórnia, em Marin City, em Bay Area. Lá, Pac passa a estudar no Tamalpais High School e toma aulas de poesia com a professora Leila Steinberg. Em 1989 a professora, que era sua mentora, também se torna sua empresária.


Leila Steinberg organiza um show para Tupac, junto a banda Strictly Dope. O evento fez com que Shakur assinasse contrato com Atron Gregory e o levou a ser roadie e b.boy do grupo de rap Digital Underground. E foi no grupo Digital Underground que Tupac Shakur pôde mostrar seu talento no rap, estrando para um grande público com a música "Same Song", em 1991. Paralelamente, Pac se movia para lançar um álbum próprio e iniciar a sua carreira que o levou ao posto de uma dos maiores rappers já existentes.


1991 - 2Pacalypse Now



O primeiro disco de Tupac foi lançado pelo selo Interscope Records, no dia 12 de novembro de 1991. Ao longo das treze faixas, Shakur aborda o meio ambiente em que estava inserido, a realidade das ruas que conhecia bem, retratava cómo era ser um negro estadunidense no começo da década de 90, narrava a violência policial e o contexto seu e de seus amigos: o tráfico de drogas, criminalidade, sexo, gravidez na adolescência e outras questões sociais. O álbum foi produzido por Shock G e buscou inspiração em samples que vão de Isaac Reyes a Pink Floyd, passando por Herbie Hancock  e rappers contemporâneos de Pac, como Ice Cube e N.W.A.


2Pacalypse Now poderia ter bem mais faixas, mas Tupac dispensou várias canções que tinha feita no período, lapidando para que entrasse no disco o seu suprasumo. O resultado foi a certificação de disco de ouro em 1995.


1993 - Strictly 4 My N.I.G.G.A.Z.


Para o segundo álbum, 2Pac seguiu com a parceria Interscope Records, porém a produção é assinada por um time de peso: Akshun, D'Flow Production Squad, DJ Daryl, Bobby Ervin, Laylaw, Special K, Underground Railroad, além do próprio Shakur e de Atron Gregory na produção executiva. O segundo trabalho segue com a mesma temática de seu antecessor, um álbum pautado nas vivências de Tupac nas ruas. A ideia original era de que o disco fosse lançando em setembro de 1992, com o nome de Troublesome 21. Com maior número de produtores, a qualidade do disco ficou acima do anterior e bateu mais forte de maneira comercial. Estreou na Billboard, número #24, na posição 200. Emplacou os sucessos "Keep Ya Head Up" e "I Get Around". Foi certificado como disco de platina com 1.639.584 vendidas.


Strictly 4 My N.I.G.G.A.Z. trouxe participações de Ice Cube e Ice-T, Digital Underground, Live Squad, Dave Hollister, Deadly Threat, Wycked , Poppi, Treach e Apache & Live Squad. Os samples seguiram buscando referência na música negra americana dos anos 70, com Funkadelic, George Clinton e Zapp, e em seus amigos como Ice-T, Ice Cube e Erick B. & Rakim.


1995 - Me Against The World



Em sue terceiro álbum, Shakur segue com a Interscope e agora com a Out Da Gutta, também. Lançado no dia  é 14 de março de 1995, o disco teve um curioso processo de gravação, sendo captado em dez estúdios diferentes. Afeni Shakur, mãe de Tupac e proprietária do selo Amaru Entertainment, gravadora que nasceu após a morte de 2Pac, conseguiu os direitos da obra. Me Against the World está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.


Desse álbum saíram os sucessos "Só Many Tears" e "Temptations", além do mega hit "Dear Mama", produzido por Tony Pizarro, em homenagem a Afeni. Pizarro  assina a produção do álbum ao lado de Easy Mo Bee, Sam Bostic, D-Flizno Production Squad, Brian G, Shock G, Johnny "J", Mike Mosley, Soulshock & Karlin, Le-morrious "Funky Drummer" Tyler e Moe Z.M.D.


Me Against The World foi gravado poucas semanas antes de Tupac ser preso e foi lançado enquanto ele estava no cárcere. Shakur foi acusado de abuso sexual por uma fã e acabou sentenciado por 1 ano e meio de reclusão, no entanto o rapper, apesar de pedir desculpas, nunca assumiu o crime.


1996 - All Eyez On Me



No ano seguinte, Shakur lança seu quarto disco, em 13 de fevereiro, agora pela Interscope Records junto da Death Row Records. Suge Knight assina a produção executiva e o time de produtores conta com Dr. Dre, DJ Quik, Dat Nigga Daz, DeVanté, DJ Pooh, Bobby "Bobcat" Ervin, Johnny "J", Mike Mosley, Doug Rasheed, Rick Rock e 2Pac.


All Eyez On Me também dá nome ao filme biográfico de Pac, dirigido por Benny Boom. O disco é considerado por muitos como um dos melhores lançamentos do Hip Hop mundial dos anos 90 e como a melhor obra de Tupac. Outra marca que o icônico projeto carrega é a de ser o primeiro disco duplo da história do rap a ser lançado no circuito comercial, somando os dois discos o álbum ALL Eyez On Me possui 27 faixas e teve como destaque as canções "California Love" e "How Do U Want It". O disco foi certificado nove vezes como platina, pela RIAA, em 1998 e em 2014 foi certificado como diamante após ultrapassar a marca de 10 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos.


1996 - The Don Killuminati: The 7 Day Theory



All Eyez On Me foi lançado em fevereiro de 1996, no final do ano, em novembro, é lançado The Don Killuminati: The 7 Day Theory, o quinto álbum de 2 Pac, o seu último disco grabado em vida e o primeiro lançado após sua morte. O processo de construção do álbum levou um total de 7 dias, daí o nome do trabalho, sendo três dias para compor e gravar as músicas, no Can-Am Studios (California) e outros quatros para mixagem e finalização, feita por Ronald “Riskie” Brent, contratado da Death Row. Os selos responsáveis pelo lançamento foram o Makaveli (selo de Tupac), Death Row e a Interscope Records. Já a produção é assinada por Darryl "Big D" Harper, Hurt-M-Badd, Demetrius Shipp, Reggie Moore e QDIII, e produção executiva de Makaveli e Simon.


The Don Killuminati: The 7 Day Theory tem 12 faixas e é recheado de participações, como a dupla de R&B e soul K-Ci & Jojo. Como sucesso o disco teve as músicas "Toss It Up", "To Live & Die in L.A." e "Hail Mary". No ano de 2005 a MTV elege o álbum como com o nono maior da história do Hip Hop. Nesse álbum surge o personagem Makaveli, um pseudônimo de 2 Pac, inspirado no filósofo italiano, Maquiavel (1469 – 1527), ator de O Príncipe, dentre outras obras de grande impacto na sociedade de sua época e posterior. A capa de The Don Killuminati: The 7 Day Theory também causa impacto, mostra Makaveli como um Cristo negro, periférico e marginal crucificado.


Em 13 de setembro de 1996, Tupac Shakur é baleado e morto em Las Vegas, dois meses depois seu quinto e último disco é lançado.


Discos Póstumos



Em seu laudo de morte, Tupac Shakur é nomeado como Lesane Parish Crooks, esse seria seu nome real, porém a informação nunca foi oficializada pela família. Afeni Shakur e o pai de Pac, Billy Garland, eram membros ativos dos Panteras Negras em Nova Iorque, militaram no final dos anos 1960 e nos anos1970. Um mês após Afeni ser absolvida de um mais de 150 processos de "conspiração" contra o governo dos Estados Unidos, em que era acusada, Tupac nasce.


O nome daquele que viria a ser um dos maiores rappers do mundo teve inspiração em José Gabriel Condorcanqui Noguera, liderança peruana que atuou em Cusco na chamada Grande Rebelião pelos direitos dos povos indígenas. Condorcanqui também respondia pelo nome de Túpac Amaru II.


Outros discos de Tupac foram lançados de forma póstuma. O álbum R U Still Down? (Remember Me) foi lançado em um ano após a sua morte, em novembro de 1997, recebeu certificação de platina e teve produção executiva de Afeni Shakur. Novamente no mês da morte de Pac, agora em 1998, a Interscope Records lança o álbum duplo Greatest Hits recordando as principais canções do MC.


Em 1995, após deixar o cárcere, 2 Pac forma o grupo Outlawz, originalmente criado com o nome de Dramacydal. O grupo aparece rimando no clipe da diss para Notorious B.I.G., a música "Hit 'Em Yo". O terceiro disco póstumo de Tupac foi Still I Rise, juntamente do grupo Outlawz. O álbum Foi lançado em 1999, pela Interscope Record e pela Death Row alcançando a certificação de platina. Em 2001 é posto na rua o disco Until the End of Time, com músicas inéditas e remixes de Pac gravadas entre 1995 e 1996, quando o rapper estava na Death Row Records, e produzidas entre 2000 e 2001. O álbum também ganhou a certificação de platina.


Better Dayz é lançado em 2002, com quatorze faixas e entrou o quinto álbum de estúdio no número cinco na Billboard 200.


Em 2003 é lançado o documentário Tupac: Resurrection, pela Amaru Entertainment, consequentemente é lançado o álbum de mesmo nome como trilha sonora do filme. A obra tem quatorze faixas e participações de Eminem, Outlawz, Digital Underground, 50 Cent, e até do desafeto Notorious B.I.G. em "Runnin' (Diving to Live)".


Em dezembro de 2004 é lançado Loyal to the Game, produzido por Eminem, com remixes de músicas inéditas de Tupac, gravadas entre 1991 e 1994 e gerou dois grandes sucessos: "Thugs Get Lonely Too" e "Ghetto Gospel".


Em 2006 Pac ganha mais um álbum póstumo, o Pac's Life, com músicas gravadas entre 1991 e 1992. Afeni fez a produção executiva.


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